quinta-feira, 4 de julho de 2013

O que é a Síndrome do Piriforme?

"- Me disseram que eu tenho síndrome do piriforme..."  Isso é uma afirmação recorrente entre os pacientes que tem dor na região dos glúteos.
Mas o que é a síndrome do piriforme?
A síndrome do piriforme é uma desordem neuromuscular INCOMUM que é causada quando ocorre a compressão  do nervo ciático pelo músculo piriforme.
O músculo piriforme  pequeno, localizado nas nádegas, perto do topo da articulação do quadril. Este músculo é importante para o movimento da porção inferior do corpo, pois estabiliza a articulação do quadril e é um rotador externo quando quadril está em extensão ou em flexão até 90 graus e um rotador interno quando o quadril está fletido acima de 90 graus. Isto permite-nos caminhar, mudar o nosso peso de um pé para o outro, e manter o equilíbrio. Ele também é usado em esportes que envolvem elevação e rotação do quadril- em suma, em quase todos os movimentos dos membros inferiores e atividades esportivas.
O nervo ciático é um nervo espesso e longo no corpo que passa ao lado ou por dentro do músculo piriforme, desce a parte de trás da perna, e, eventualmente, se ramifica em pequenos nervos que terminam nos pés. Compressão do nervo pode ser causada por espasmo do músculo piriforme.
Então a síndrome do piriforme ocorre quando há compressão deste nervo que gera dor irradiada para perna e até os pés.
Muitas vezes o paciente apresenta uma dor localizada em piriforme, que não necessariamente é a síndrome, pois na maioria das vezes não há compressão do nervo ciático e sim um espasmo muscular, um aumento de tensão do músculo, um "ponto-gatilho", ou alguma outra "glutalgia" que não proveniente do piriforme. Então é comum haver uma confusão no diagnóstico, na maioria das vezes, erroneamente feito por fisioterapeutas, que afirmam que o paciente tem a síndrome do piriforme, mesmo sem este apresentar a dor irradiada.
Nos próximos posts, irei falar de como o médico faz o diagnóstico, o tratamento fisioterapêutico e como se deve alongar este músculo.

terça-feira, 19 de junho de 2012

domingo, 18 de março de 2012

Prótese Total de Quadril - Metal X Metal? (THR)

Quando se fala em colocar uma prótese total de quadril, algumas dúvidas surgem: que tipo de prótese colocar, total ou parcial ou ainda fazer um "resurfacing"? Prótese cimentada ou não cimentada? Que material seriamais indicado, metal ou cerâmica?
Esta última pergunta parece estar sendo respondida após um artigo publicado na revista Lancet, uma das mais renomadas e importantes revistas científicas médicas e com altíssimo fator de impacto. No estudo publicado em março de 2012, realizado pela Universidade de Bristol no Reino Unido, foi analisado o "National Joint Registry of England and Wales" e 402.051, da qual 31.171 foram de metal-metal) entre os anos de 2003 e 2011.
A conclusão chegada com este estudo é de que a prótese total de quadril metal X metal tem uma sobrevida pobre quando comparada a outros opções de material e não deve ser implantado. Todos os pacientes com esses implantes devem ser cuidadosamente monitorizados, especialmente as mulheres jovens com implantes com a cabeça de grande diâmetro. Uma vez que grande diâmetro de cerâmica em implantes de cerâmica parecem fazer bem e é estimulado por este estudo a continuar a ser utilizado.



Ps: estou apenas relatando o estudo realizado, sem expor minha opinião, pois quem decide o materail a ser utilizado é o médico especialista que possui a competência para decidir junto ao paciente o melhor material a serutilizado.

domingo, 28 de agosto de 2011

Orientações para pacientes com impacto fêmoro-acetabular

Quando o paciente chega a fisioterapia com o diagnóstico de Impacto Fêmoro-acetabular, uma das primeiras coisas que estes perguntam é: o que eu posso e o que eu não posso fazer?
Costumo dizer que a orientação ao paciente com esta lesão é a parte mais importante do tratamento. Não realizar extremos de amplitude, movimentos rotacionais, ou que gerem muita carga axial. Ou seja, alguns esportes devem ser evitados, ou realizados com cuidado, como artes marciais e ballet, tomar cuidado ao entrar e sair do carro para que não realize rotação do quadril, exercícios na academia como leg-press ou agachamento total representam uma carga muito grande ao quadril e a cadeira abdutora e adutora deve ser feito com amplitude menor. Estes cuidados são essenciais para que se evite o aparecimento de dor e uma inflamação dentro da articulação conhecida como sinovite.

domingo, 15 de maio de 2011

Reabilitação Pós Artroscopia de quadril

Após dois dias de curso em Vail: "Rehabilitation post hip arthroscopy in athletes", estou voltando ao Brasil. O curso foi fantástico, com o Dr. Michael Walhoff, chefe da reabilitação de quadril do Howard Head Sports Medicine Center e fisioterapeuta do dr. Phillipons , maior especialista em cirurgia de quadril por vídeo artroscopia do mundo. Muitas novidades, muitos detalhes importantes que fazem a diferença no sucesso do tratamento foi aprendido. Volto muito satisfeito e pronto para o trabalho. A artroscopia de quadril vem evoluindo ao longo dos anos, prazos foram mudados, técnicas idem. É preciso estar sempre se atualizando.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

artroscopia de quadril nos USA

Estou em Van Nuys, um distrito de Los Angeles, há 35km do centro. A cidade em si não é nada bonita, mas o hospital é de 1º. A clínica fica ao lado do hospital, um complexo grande com Day Hospital, consultórios e a fisioterapia. Estou acompanhando o Dr. Carlos Guanche, um dos cirurgiões de quadril mais renomado do mundo. Dr. Guanche faz em torno de 300 artroscopias de quadril por ano, e tem tido bons resultados. O paciente é liberado para por carga com 2 a 4 semanas, dependendo do procedimento realizado e o retorno a atividade esportiva de 3 a 4 meses. Ficarei por aqui mais uma semana e então irei a um curso em Vail com o fisioterapeuta do Dr. Philippons que é o nº 1 em artroscopia de quadril no mundo. As novidades vou colocando aqui.

domingo, 10 de abril de 2011

BURSITE TROCANTÉRICA

A bursite no quadril é a inflamação da bursa que está presenta em várias articulações do corpo. E o que vem a ser a bursa? A bursa é uma bolsa contendo líquido que serve para melhorar o deslizamento do tendão e assim impedir o atrito deste tendão com uma eminência óssea. No quadril há uma série de bursas. As mais conhecidas são: trocantérica, isquiática e iliopectínea. Bursa Trocantérica: localiza-se entre os tendões do glúteo médio, mínimo e tensor da fáscia lata e diminui o atrito com o trocânter maior. É a mais acometida, e em muitos casos vem associada a uma tendinopatia do glúteo médio e mínimo. Ela ocorre devido a um aumento de tensão do tensor da fáscia lata sobre a bursa de encontro ao trocânter maior. É mais comum em mulheres, pois estas possuem a pelve mais larga e principalmente naquelas praticantes de academia. aulas como as de Sppining são causadoras deste tipo de lesão, pois durante a bicicleta o tensor da fáscia lata é hiperativado. O tratamento inicial é realizado com fisioterapia, para diminuição da tensão do tensor da fáscia lata, atraés de alongamentos deste músculo, massagem transversa, gelo e estabilização pélvica. Evitar dormir sobre o lado acometido também é importante, assim como evitar todas as atividades que sobrecarreguem a região. Caso o tratamento fisioterapêutico não tenha êxito, algumas outras possibilidades terapêuticas podem ser realizadas, como o uso de infiltrações por parte do médico ou procedimentos cirúgicos, como a retirada da bursa.